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Pesquisa mostra que cerca de 70% da população mundial não pratica atividade física

 

O crescimento alarmante do número de sedentárias chama a atenção da Organização Mundial da Saúde (OMS). A Associação Brasileira de Qualidade de Vida, em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, divulgou estudos referentes ao tema. Dados da entidade mostram que cerca de 70% das pessoas em todo o mundo são sedentárias e estão sujeitas a desenvolver doenças cardíacas, diabetes e obesidade. A falta de atividade física é responsável por 54% do risco de morte por enfarte, 50% por derrame cerebral e 37% por câncer.

Segundo a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Centro Integrado de Terapia Nutricional (Citen) e mestre em medicina na área de nutrição e diabetes pela Universidade de São Paulo (USP), o sedentarismo decorre das transformações provocadas pela tecnologia. "As inovações tecnológicas contribuem para alterar o ritmo de vida das pessoas, condenando-as ao sedentarismo e eliminando o exercício físico do cotidiano. Como conseqüência, ela aponta o aumento de doenças crônicas, como hipertensão arterial, altas taxas de colesterol, infarto do miocárdio e obesidade." 
A médica cita, inclusive, exemplos práticos e fáceis de observar no cotidiano da sociedade. "Se imaginarmos que o ser humano habita a Terra há pelo menos quatro milhões de anos e que, desde o início da humanidade, os homens andavam quilômetros em busca de comida, depois passaram a cultivar a terra para sua sobrevivência, podemos fazer uma reflexão sobre os dias de hoje", comenta. "Não saímos sequer do carro quando vamos buscar um amigo em sua casa". Optamos por ligar para o celular e pedimos a ele que desça. As crianças não brincam mais de pipa ou de carrinho de rolimã, tudo é regido por controle remoto, por computador e nem plantamos mais. Fomos ao industrializado e, com isso, criando uma sociedade sedentária. 
Para fugir do sedentarismo, Ellen Paiva recomenda a inclusão de atividades físicas no dia-a-dia das pessoas, seja no trabalho, nos momentos de lazer, nas tarefas domésticas ou até mesmo nos deslocamentos. Subir escadas em vez de usar elevadores, caminhar até o trabalho e pedalar nos fins de semana, fazer cursos de dança de salão, pois além de estimular o bem-estar físico e mental, diminui em 50% o risco dos males provocados pela inatividade. A rotina de prática de alguma atividade física é fundamental para garantir a qualidade de vida das mulheres.

 

 

 



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